segunda-feira, 28 de janeiro de 2008


clique e descubra
by guilherme

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

No fim de tudo voltei ao início. Perto agora, porém, a cada dia me sinto mais longe.
Paredes são menos sufocantes que pessoas. Só que essas paredes trazem recordações.
Silêncio se tornou um inimigo e o espelho um companheiro.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Após uma tarde africana, onde só faltavam zebras, elefantes e leões pra completarem o cenário, chega a noite. Amanhã não trabalho, algo meio raro. Amanhã é sábado.E eu preciso fazer alguma coisa.
Meus olhos tentam achar alguém. Acham algo. Um chinelo. Um belo chinelo azul, diga-se de passagem. Meu grande companheiro dessa noite. Nada mais edificante que ir até um supermercado às 22:30.
Muitas pessoas pelo caminho. Sorrisos nos bares. A fumaça dos cigarros nem me irrita. Antes esse fosse um problema agora. Uma lasanha e um desodorante levados ao caixa e com muito carinho. Serão meus companheiros da volta. Eu os estimo. Ah, legal dos caixas é a energia que transborda deles em dias como de hoje. Todas pessoas se preparando para uma confraternização. Bebidas, Sacos De Carvão, Carnes passando...o Zaffari agradece. Elas pagam um preço. E eu outro.
Mas esse dia passa, como tantos outros já passaram. É só mais um dia. Eis o problema.
Talvez eu só seja um egocêntrico frustrado pessimista que idolatra a tristeza de forma caótica.
Talvez eu esteja pedindo demais.
Talvez estou sendo apressado.
Só que, o coração não para de bater.

É por essa e outras que dá vontade de voltar...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Edital da Vida.

4.Da Inquietação


Que a inquietação provoque mas não sufoque...

Um dia desconexo.

Três milhões de beijos.
Três milhões de abraços.
Três milhões de sorrisos.
Três milhões de olhares.
Três milhões de segredos.
Três milhões de desejos.
Três milhões de pessoas.
Uma cidade.
Eu. E esse papel aonde derramo minhas baboseiras.

É igual uma cachoeira que atazana a pedra. O dia inteiro. O ano inteiro. A vida intera.
A pedra se conforma que não há o que fazer. Eu penso no que fazer.De uma semana pra cá não consigo organizar nada em minha cabeça.
Perdido entre pessoas que pensam e em pensamentos. Angustiante é agora. Aterrorizante o amanhã por que será como agora. Queria poder voar até a copa daquela palmeira.
Será que lá em cima é mais fácil respirar?

"Aquele cachorro me encarou, passou por mim e nem disse oi.
Imagina um boi nesse lugar.
Um boi que desse oi..."

É egoísmo demais achar que o menos não merece estar. Eu vejo mulheres lindas e me apaixono por cada uma delas que ousam me olhar. Aqui dúvidas se encontram e certezas se desencontram. Os sorrisos dispostos disputam simpatia. O prazer estético é saudável mas tem validade. Todos que passam serão substituídos. A paciência do orvalho vai ensinar. Sempre sereno chega e sereno sempre permanece. Aquele casal de garotas encontrou algo só ao olhar pro outro lado. Talvez sejam especiais. Todo mundo deve ser especial, mas classificar é humano.
Olha só, achei que ele fosse sentar no banco. Não, ele foi catar lixo naquela lixeira perto do banco.
Um julgamento.

Não sei que horas são.
Não sei o que ela está fazendo.
Não sei quem são essas pessoas.
Não sei o que faço aqui.

Sinto falta do coaxar dos sapos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

E de tudo fica um pouco...

Hoje, um dia cinza. O sol deve estar de luto. E eu sou solidário com sua causa.
"Ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras..."
Eu lutei, até demais. Ô se lutei...e não consegui. Talvez estivesse lutando pela coisa errada. Não sei. Eu só estava ouvindo uma voz ensurdecedora que vinha do coração e dizia: "vai lá, luta, se esboracha, se quebra mas não desiste se é isso que tanto quer". Não há muito o que falar. Tudo já foi dito. Tudo já foi feito.
Ah, Guilherme, te conforma rapaz...
Eu só queria poder abraçar todas as pessoas que tanto estimo, mas meus braços não são longos o suficiente e algumas ficarão de fora...

" ...e de tudo fica um pouco..."

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Uma das experiências mentais mais incríveis que se pode fazer e de mais fácil acesso, com certeza é sair e andar por ai.
Por quantas pessoas a gente passa e cruza o olhar num dia? Centenas? Ai tu pensas:
O que será que se passa na cabeça delas? Quais são seus problemas? será que são parecidos com o meus ou totalmente diferentes, quem sabe, até piores? Não, não gosto muito de classificar problemas. Problemas são problemas. E pessoas são pessoas. Pessoas fazem escolhas. Escolhas fazem pessoas. E pessoas fazem perguntas.
O que essas pessoas já fizeram?
O que elas fazem?
O que as move?
Pensam algo a respeito do futuro da humanidade?
Se preocupam com os problemas das pessoas?
O que pensam da existência?
O que pensam?
Já erraram?
Erraram como?
Costumam errar mais do que acertar ou vice-versa?
E reconhecem seus erros?
Já amaram? Mais de uma pessoa ao mesmo tempo pode?
Afinal, é possível?
Afinal, o que é amar?
Já perderam alguém especial?
Como superaram?
Já traíram?
Foram perdoadas?
Elas tem pais? irmãos? e os pais e irmãos, pelo que passaram já?
Já peidaram dentro do elevador? Botaram fogo em alguma casa? Tentaram voar? Ficaram girando numa cadeira até vomitar? Jogaram algum gato no liquidificador?
E quando você as olha, fica imaginando como seriam quando crianças ou então mais velhas? Ao passar por uma árvore, também pensa em tudo que ela já deve ter presenciado? Me diz que sim. Não quero ser o único a fazer isso.
Uma simples caminhada pode nos mostrar que em alguns contextos o trivial pode ser muito complexo. Basta começar a questionar. Mas eu aconselho a não fazer isso.Aliás, começem a aceitar a maioria das coisas, será mais fácil de conviver consigo mesmo, principalmente.


Não levem isso tudo muito a sério. É só fruto de uma inspiraçao adquirida através de um delicioso Miliopã.
.