Uma das experiências mentais mais incríveis que se pode fazer e de mais fácil acesso, com certeza é sair e andar por ai.
Por quantas pessoas a gente passa e cruza o olhar num dia? Centenas? Ai tu pensas:
O que será que se passa na cabeça delas? Quais são seus problemas? será que são parecidos com o meus ou totalmente diferentes, quem sabe, até piores? Não, não gosto muito de classificar problemas. Problemas são problemas. E pessoas são pessoas. Pessoas fazem escolhas. Escolhas fazem pessoas. E pessoas fazem perguntas.
O que essas pessoas já fizeram?
O que elas fazem?
O que as move?
Pensam algo a respeito do futuro da humanidade?
Se preocupam com os problemas das pessoas?
O que pensam da existência?
O que pensam?
Já erraram?
Erraram como?
Costumam errar mais do que acertar ou vice-versa?
E reconhecem seus erros?
Já amaram? Mais de uma pessoa ao mesmo tempo pode?
Afinal, é possível?
Afinal, o que é amar?
Já perderam alguém especial?
Como superaram?
Já traíram?
Foram perdoadas?
Elas tem pais? irmãos? e os pais e irmãos, pelo que passaram já?
Já peidaram dentro do elevador? Botaram fogo em alguma casa? Tentaram voar? Ficaram girando numa cadeira até vomitar? Jogaram algum gato no liquidificador?
E quando você as olha, fica imaginando como seriam quando crianças ou então mais velhas? Ao passar por uma árvore, também pensa em tudo que ela já deve ter presenciado? Me diz que sim. Não quero ser o único a fazer isso.
Uma simples caminhada pode nos mostrar que em alguns contextos o trivial pode ser muito complexo. Basta começar a questionar. Mas eu aconselho a não fazer isso.Aliás, começem a aceitar a maioria das coisas, será mais fácil de conviver consigo mesmo, principalmente.
Não levem isso tudo muito a sério. É só fruto de uma inspiraçao adquirida através de um delicioso Miliopã.
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